Reunião tensa marca presença de Bap no Ninho do Urubu
Resultados abaixo do esperado geram cobranças internas.
RedaçãoA vitória por 3 a 0 sobre o Madureira trouxe alívio temporário ao Flamengo , em meio a um período de forte pressão no clube. Sob críticas da torcida e insatisfações internas, o time tenta manter o equilíbrio antes da final da Recopa Sul-Americana contra o Lanús, que acontece na quinta-feira, no Maracanã.
No sábado, o presidente Bap esteve presente no Ninho do Urubu. Após o retorno da delegação da Argentina, o clube deu folga na sexta-feira. Já no sábado, foram realizadas reuniões importantes com a comissão técnica, liderada por Filipe Luís, e o diretor de futebol José Boto, além do elenco. Essas discussões foram marcadas por cobranças intensas, devido aos resultados abaixo do esperado no início da temporada.
Apesar do alto investimento para manter o elenco, as perdas na Supercopa do Brasil para o Corinthians e as ameaças no Campeonato Carioca foram recebidas com frustração pela diretoria do Flamengo . Bap, que visita o Ninho do Urubu a cada 10 dias, intensificou seu envolvimento, participando de decisões e negociações significativas, como no caso de Lucas Paquetá e na renovação de Filipe Luís, o que gerou certo desgaste interno.
As interações do presidente com o técnico e o diretor de futebol acontecem regularmente, mas a última reunião foi particularmente intensa. Já as conversas diretas com os jogadores ocorrem com menor frequência, mas neste caso, destacaram a falta de diálogo, algo que incomoda atletas e outros setores do clube.
Durante o jogo contra o Madureira, os jogadores mostraram pouca comemoração, refletindo a pressão sentida também nas arquibancadas, que desde o início cobravam resultados. Os atletas reconheceram o momento difícil e a necessidade de mostrar desempenho em campo, conforme destacou Filipe Luís na coletiva.
Filipe comentou sobre a pressão peculiar no Flamengo , comparando-a até mesmo com clubes como o Real Madrid. Enfatizou que, embora o ambiente seja desafiador, a pressão é também um privilégio, pois a expectativa é que o time brigue por títulos continuamente. Segundo o treinador, o problema maior não é a crítica excessiva, mas o exagero nos elogios quando os resultados são positivos, o que pode desequilibrar os jogadores.