Após pressão interna, jogadores do Flamengo fazem pacto por reação

Lideranças do elenco buscam melhorar desempenho em 2026.

Redação
Foto: Adriano Fontes/Flamengo

No Ninho do Urubu , o clima de cobrança intensificou-se com uma mobilização dos jogadores. Antes do triunfo sobre o Madureira, líderes do elenco do Flamengo , como Arrascaeta , Bruno Henrique e Danilo, realizaram uma reunião a portas fechadas. O objetivo era fazer uma autocrítica sobre o desempenho neste início de 2026.

Essa ação dos atletas veio logo após o presidente Luiz Eduardo Baptista ter conversado com a comissão técnica e o diretor José Boto. Internamente, os jogadores reconhecem que o rendimento está abaixo do nível apresentado nos títulos de 2025 e buscam alterar esse cenário. A informação é do portal 'UOL'.

Arrascaeta, ao público, reforçou o conteúdo discutido no vestiário. Para o uruguaio, o grupo está ciente de que o prestígio das conquistas passadas não se aplica à atual temporada. Ele destacou que a equipe precisa "esquecer o que passou" para reconquistar a confiança da torcida , que manifestou descontentamento no Maracanã.

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"Sabemos mais do que ninguém que futebol é momento. O que passou fica para trás, é 2026 agora. Conversamos hoje no vestiário, temos que voltar a jogar melhor. Foi esse time que no ano passado conquistou quase tudo. É treino, trabalho e dedicação", afirmou o capitão.

O Flamengo tem a chance de virar a temporada no duelo contra o Lanús , na quinta-feira (26), pela Recopa Sul-Americana. Após perder na ida, o time precisa vencer por dois gols de diferença no Maracanã para garantir o título no tempo regulamentar.

Filipe Luís assume responsabilidade pela oscilação

O técnico Filipe Luís também comentou sobre o momento de pressão, evitando responsabilizar apenas o rendimento individual dos jogadores. Ele avaliou que a ansiedade e o "medo de errar" têm sido desafios para o time retomar o nível. Filipe assegurou que está trabalhando intensamente para solucionar os problemas.

"Quando o Flamengo não performa com o elenco que tem, é culpa do treinador. Não tenho dúvida de que ninguém está mais preocupado do que eu. Acho que a questão mental e a ansiedade, o medo de errar, pioram a performance. A cobrança foi muito intensa, eles não estavam acostumados com momentos de crise, mas é minha responsabilidade fazê-los voltar a jogar", disse.

A movimentação conjunta entre diretoria, comissão e jogadores demonstra uma tentativa de proteger o Ninho do Urubu antes das decisões da temporada. Com o entendimento de que o problema é mais mental do que técnico, o Flamengo espera que as conversas resultem em melhorias imediatas.

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