Flamengo inova com 'fair play financeiro' e impõe rigor em negociações
Entenda a nova política do Flamengo que exige garantias em transações

Com uma abordagem revolucionária no mercado esportivo, o Flamengo passou a adotar uma postura de fair play financeiro que tem impactado clubes no Brasil e no exterior. Essa iniciativa, liderada pela nova diretoria, estabelece critérios mais rígidos para garantir a segurança nas negociações, visando evitar calotes e prejuízos financeiros recorrentes.
Uma Mudança Necessária
A decisão de implementar essa política surgiu da necessidade de lidar com os constantes problemas de inadimplência de outros clubes, tanto nacionais quanto estrangeiros, em relação ao pagamento de jogadores. Um exemplo emblemático desse cenário é o caso do volante Thiago Maia, cuja transferência para o Internacional resultou em falta de pagamento e tentativas de negociação sem quitação das dívidas.
Diante desse contexto, o Flamengo passou a exigir garantias sólidas, como receitas futuras certas ou garantias bancárias, para prosseguir com as transações. O objetivo é assegurar que os acordos sejam honrados e que o clube não seja lesado financeiramente.
Rigor nas Negociações
Essa nova abordagem, coordenada pelo diretor técnico José Boto, tem sido comunicada aos demais clubes de forma clara. Além das garantias exigidas, o Flamengo tem como alternativa o pagamento à vista, uma medida que, embora pouco desejada, torna-se necessária diante da falta de segurança nas transações, como evidenciado no caso do Santos.
Um dos episódios que ilustram essa postura é a negociação envolvendo Thiago Maia, em que o Internacional, devedor inicial, não cumpriu as exigências do Flamengo, levando o clube carioca a tomar a decisão de não concluir o negócio. O presidente Rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista, foi fundamental nesse processo, garantindo a integridade financeira da instituição diante de possíveis prejuízos.
Ampliando os Horizontes
Essa política de rigor não se restringe ao cenário nacional, estendendo-se também às negociações internacionais. O Flamengo impôs ressalvas em acordos com clubes de Portugal, como Leixões e Estrela Amadora, considerados de baixa solidez financeira.
O clube acionou o Leixões na Fifa devido a uma dívida referente à transferência do atacante Werton, demonstrando que a transparência e a segurança são prioridades. Operações questionáveis, como a venda de Igor Jesus para os Estados Unidos pelo Estrela Amadora, também estão sob escrutínio da nova gestão, que busca corrigir distorções de mercado realizadas pela administração anterior.
Essas medidas do Flamengo representam um novo paradigma no futebol, estabelecendo padrões mais elevados de confiabilidade e responsabilidade financeira, que influenciam não apenas o clube, mas todo o cenário esportivo nacional e internacional.