Flamengo projeta Mundial de Clubes como pré-temporada para europeus
Diretor do Flamengo revela como os europeus encararão o Mundial de Clubes

O diretor de futebol do Flamengo, o português José Boto, trouxe uma análise direta e estratégica sobre o novo formato do Mundial de Clubes da FIFA, que estreia em 2025 com 32 times e será realizado nos Estados Unidos. Em entrevista à Flamengo TV, o dirigente afirmou que os principais clubes da Europa tendem a encarar o torneio como uma espécie de pré-temporada, sem comprometer o rendimento na temporada oficial que começa logo em seguida no Velho Continente.
Europeus em fim de temporada podem nivelar disputa
Segundo Boto, os clubes europeus estarão saindo de uma temporada desgastante quando o Mundial for disputado, o que pode gerar um certo equilíbrio na competição, historicamente dominada por times da Europa nos últimos anos.
“Eu não queria estar na pele de um diretor europeu agora. Eles terão que escolher entre dar férias aos jogadores ou mantê-los em atividade. Ambas as decisões impactam diretamente o desempenho da equipe no início da nova temporada europeia, que começa logo depois do torneio”, disse o dirigente Rubro-negro.
Ele explicou que a tendência é de que esses clubes preservem seus atletas, evitando lesões e sobrecarga física, o que os levará a tratar o Super Mundial como uma oportunidade de preparação, semelhante ao que os clubes brasileiros fazem com o Campeonato Carioca.
Nova formatação promete atrair mais atenção
Apesar da abordagem menos competitiva esperada por parte dos europeus, Boto admitiu que o novo Mundial é muito mais atrativo e promissor em termos de visibilidade global. O formato ampliado, com 32 clubes e partidas em diferentes cidades norte-americanas, deve mudar a forma como o torneio é visto pelo público e pela mídia internacional.
“Este novo formato vai atrair muito mais atenção. O antigo Mundial era quase desprezado pelos europeus, enquanto os sul-americanos sempre deram enorme importância. Agora, com mais clubes, mais jogos e maior cobertura, o cenário deve mudar”, analisou o diretor do Flamengo.
Sul-americanos ainda dão mais valor ao torneio
Boto reforçou que os clubes da América do Sul, como o próprio Flamengo, continuam valorizando mais o Mundial de Clubes do que os europeus. “É muito mais fácil ver um torcedor do Flamengo acordado à meia-noite para assistir ao Mundial do que um europeu”, comentou, destacando a diferença cultural entre os continentes em relação à competição.
Flamengo quer aproveitar cenário para sonhar alto
Com a previsão de um desempenho mais cauteloso por parte dos gigantes europeus, o Flamengo enxerga uma chance real de se destacar no Super Mundial. A comissão técnica e a diretoria estão atentas às movimentações e pretendem montar um elenco competitivo para brigar de igual para igual com qualquer adversário.
“As equipes de topo têm grandes jogadores, claro, mas com essa abordagem mais conservadora por parte deles, teremos um cenário mais equilibrado. E o Flamengo, como representante forte do continente sul-americano, quer estar preparado para aproveitar isso”, finalizou Boto.
Destaques da Matéria:
- José Boto
- Fatores físicos e calendário apertado influenciam abordagem mais cautelosa.
- Flamengo planeja aproveitar possível equilíbrio na disputa.
- Novo formato com 32 clubes promete maior visibilidade e alcance global.
- Clubes sul-americanos continuam valorizando mais o torneio que os europeus.