Flamengo exige reajuste no contrato da Libra
Rubro-Negro busca solução para impasse financeiro com Libra.
Impasse entre Flamengo e Libra em 2026
A relação entre o Flamengo e a Libra enfrenta dificuldades desde 2025, e a situação atual não demonstra avanços. No início de 2026, o clube carioca intensificou a pressão ao enviar cartas à cúpula da Libra, exigindo uma solução para o contrato de transmissão da Série A do Brasileirão.
Com a chegada do Remo à Série A nesta temporada, o contrato existente não prevê um aumento do valor total para acomodar mais um time na elite do futebol brasileiro. Como resultado, os clubes integrantes da Libra podem enfrentar uma redução na verba disponível. Esta informação foi divulgada pelo 'Uol'.
Detalhes do contrato atual da Libra
O contrato da Libra estabelece uma redução de 11% na verba caso um time do bloco seja rebaixado, mantendo apenas oito equipes na Série A. No entanto, não há previsão de aumento no repasse financeiro em caso de promoção de equipes, como ocorre em 2026, quando dez times estarão na disputa.
A proposta do Flamengo para resolver o impasse
Em resposta à situação, o Flamengo propôs à cúpula da Libra um aumento no valor bruto do contrato para R$ 1,3 bilhão, acrescido da inflação. Essa medida tem o objetivo de evitar prejuízos financeiros com a inclusão do Remo na Série A.
Além disso, o Flamengo condicionou a assinatura de um acordo complementar, necessário para incluir o Remo no contrato, à resolução do problema de verba. A postura do clube é clara: não haverá acordo enquanto a questão não for solucionada.
Conflito prévio entre Flamengo e Libra
Em 2025, antes do início da temporada, os clubes da Libra firmaram um acordo com a Globo sobre os direitos de transmissão. O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, considerou a porcentagem recebida pelo clube inferior ao esperado.
Sem acordo com os demais clubes, o Flamengo recorreu à Justiça e conseguiu bloquear quase R$ 80 milhões da verba. Entretanto, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro considerou a quantia excessiva, mantendo apenas R$ 17 milhões retidos.